Ensina-me que não posso ter carinho por você,
E eu, te ensino que o meu apreço é teu.
Ensina-me que teu tempo és escasso.
Ensino-te que me moldo a você.
Mostra-me de todas as maneiras,
Que és o cara errado.
Mostro-te que não sou perfeita.
Falas-me de uma forma cruel,
Para que assim, me afaste de ti.
Mais se assim que te faço feliz,
Afasto-me sim!
Ensinado a ti então.
Que o carinho, apreso e moldar-me a você
É isso, atender um pedido seu.
Mesmo, não sendo o meu,
Afasto-me de ti.
Mais alerto a você que,
Sentirás o vento todos os dias,
Algumas vezes o vento será forte, outras vezes suave.
A tocar a tua face,
Ele não falará, ou você si quer poderá vê-lo.
Mais sentirás a brisa ao amanhecer e lembrarás
Que algum dia houve alguém como o vento: livre, audaz
Que sem avisar ou pensar nas conseqüências,
Lança-se apesar dos riscos, com único pedido de desculpas.
E com um sussurro no ouvido,
Diz: sim afasto-me, não me sentirás,não me tocarás e não me ouvirás.
Porém sentirá a minha mão tocar a tua face,
Com o afagar do vento que não podes aprisionar.
Só lembrar.
Sim afasta-me .
Por: Mônica Tatyane.

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